quarta-feira, 7 de maio de 2014

Cartões de visita - o que você precisa saber

Na semana passada, postei aqui informações básicas sobre cartões de visita. Agora, a cereja do bolo: as especificações técnicas, isto é, tudo o que você precisa saber para garantir que seu cartão de visita, embora bem elaborado num computador, seja bem executado na gráfica.

A primeira coisa é definir em que gráfica rodar. O ideal, em termos de qualidade, é utilizar gráficas off-set, onde é possível lançar mão de muitos recursos que as gráficas rápidas não dispõem. Mas, ciente de que a grande maioria das pessoas e até mesmo das empresas utiliza-se de gráficas rápidas, passarei primeiro as orientações para essas.

Confira o tipo de arquivo que deve ser utilizado, as dimensões do cartão, a espessura e o tipo do papel, o tipo de impressora, a quantidade de cartões a serem rodados, as especificações das cores e o corte dos cartões.

O tipo de arquivo
A arte do cartão de visita precisa ser desenvolvida num software que seja bem aceito pelas gráficas. E, considerando que se trata de um arquivo gráfico, aceitar trabalhar com padrões de Pantone pode vir a ser um importante requisito.

Neste sentido, sugiro que utilize o Corel Draw. Se você não possui habilidade para trabalhar nesse programa, encontre alguém que saiba. E, quando gravar o arquivo num pen drive para levar a uma gráfica, preocupe-se em levar o arquivo salvo em umas duas ou três versões anteriores do mesmo programa, pois devido ao alto custo de licenciamento do programa para as gráficas, geralmente elas possuem versões defasadas em seu posto de serviço. Essa providência evitará que você perca viagem.

As dimensões do cartão
O formato mais difundido é o de 5x9cm (ou 9x5, dependendo de você querer ele na vertical ou na horizontal). Quanto mais clássico for a sua área de atuação, melhor evitar inovações...

A espessura do papel
Toda folha de papel tem uma espessura, até mesmo o papel mais comum, que usamos nas impressoras a jato de tinta, embora muita gente não se dê conta, também obedece essas especificações: é o 75gr (setenta e cinco gramas). Até aproveito para sugerir que, quem quiser ter melhores resultados na impressão de documentos, como propostas comerciais, busque o papel 90gr.

Para cartões de visita, eu orientaria que você fizesse a opção pelo papel 230gr. Mas nem toda gráfica rápida possui esse. Tudo bem, mas não abra mão de que o papel seja no mínimo 170gr, ou ele vai ficar fino e frágil demais.

Se você vai rodar numa gráfica de maior porte, faça a opção pelo papel 300gr. Ele é forte e resistente, transmitirá solidez que todo mundo quer ver associado à sua marca.

O tipo de papel
De uma forma geral, gosto do resultado obtido com papel couché (pronuncia-se cuchê). Há dois tipos de papel couché: o fosco e o brilho. Prefira o fosco para evitar um resultado parecido ao brilho de fotografias. Além disso, evita o risco de que o cartão de visitas fique "manchado" com a marca de seus dedos, ao manuseá-lo (principalmente se utilizar-se de cores escuras).

Se você for utilizar uma gráfica de maior porte, pode utilizar-se do recurso de utilizar o papel couché brilho, mas pedir adicional de laminação fosca. Isso proporcionará um resultado muito interessante.

O tipo de impressora
As gráficas rápidas geralmente trabalham com dois tipos de impressora: jato de tinta e laser. Não se surpreenda com o que vou dizer: o resultado é muito melhor, para cartões de visita, em impressoras a jato de tinta. As cores ficam mais espalhadas, enquanto na laser qualquer tonalidade diferente parece ser serrilhada.

A quantidade
As gráficas rápidas geralmente rodam a partir de 100 unidades de um mesmo modelo de cartão, enquanto as de maior porte são mais exigentes. Essas podem exigir ao menos 1000 unidades, ficando cada vez mais barato o preço unitário à medida em que a quantidade aumenta. Por sua vez, é possível montar modelos diferentes do cartão compondo o pacote, o que é bastante útil quando você vai pedir cartões de visita para várias pessoas na mesma empresa.

Antes de autorizar o serviço, peça uma prova da impressão, para conferir se está do seu agrado. Geralmente eles fornecem isso sem custo adicional.

A especificação de cores
Quando vai rodar cartões de visita em gráficas rápidas, as especificações obedecem apenas duas opções: preto e branco ou colorido. E aí, não fará diferença quantas cores utilize, pois ele utilizará a mesclagem das cores primárias.

Mas quando vai rodar cartões de visita em gráficas de maior porte, isso faz toda a diferença, pois cada nova cor é um novo preço. Se for só preto e branco (ainda que em escalas de preto), será considerado uma única cor. Se for utilizar uma a quatro cores, sugiro utilizar o padrão internacional Pantone, onde cada cor é única. Mas, para além de quatro cores, a melhor opção na maioria das vezes é utilizar o padrão CMYK (ciano, magenta, amarelo e preto).

Entenda que as gráficas utilizam a expressão 4x1, por exemplo, para informar que são quatro cores de um lado do cartão e uma cor do outro (se for utilizar o padrão CMYK com cores ilimitadas de um lado e uma única cor do outro lado, que pode ser preta ou qualquer outra Pantone). Nesta linha, 2x0 seria duas cores (inteligentemente Pantone) de um lado e o outro lado mantido branco.

O corte dos cartões
Aqui vai um alerta. Neste ponto é que as gráficas rápidas mais pecam. Muitas vezes entregam os cartões com um corte que você jura que faria melhor em casa com a tesoura meio cega que possui. Então exija qualidade no corte, diga que têm que vir retos (90 graus em cada canto).

Outro ponto é que o corte seja feito no lugar certo. Muitas vezes, as gráficas erram e cortam muito pra dentro, e com isso muitas vezes você perde a margem de segurança da informações. Se seu cartão foi bem elaborado, nenhum informação - seja a sua logo ou qualquer outra informação de contato - estará a menos de, digamos, três milímetros de qualquer borda. É deselegante quando não há margem e se o corte ainda for imperfeito, ainda corre o risco de alguma informação ficar, literalmente, de fora.