quarta-feira, 12 de dezembro de 2012

A estética e o mundo corporativo

O Brasil parou na semana passada para refletir sobre a obra de Oscar Niemeyer, um dos brasileiros mais respeitados desse mundo globalizado. Com seu falecimento aos 104 anos, deixou algumas reflexões sobre a importância da estética não só para a arquitetura, mas para todos os campos onde houver gente. Segundo ele, a estética vem sempre em primeiro lugar.

Foi uma "senhora deixa" para analisarmos o impacto da estética no mundo corporativo.
Mas, afinal, o que é estética?

Segundo o Wikipedia, "estética (do grego αισθητική ou aisthésis: percepção, sensação) é um ramo da filosofia que tem por objeto o estudo da natureza do belo e dos fundamentos da arte. Ela estuda o julgamento e a percepção do que é considerado belo, a produção das emoções pelos fenômenos estéticos."

Já com essa definição, é possível chegar à conclusão de que rapidamente já temos uma primeira impressão sobre qualquer empresa que se apresente diante de nós, mediante qualquer contato com ela. Um cartão de visita, um folder, uma fachada, um uniforme, uma proposta comercial, um relatório... tudo isso, em seus tamanhos, formas, cores pré-concebidos, causa um impacto diferente em cada um de nós.

Ao passo em que muitas empresas de grande porte parecem descuidar disso - provenientes de outros tempos -, algumas outras empresas, até micro-empresas, dão um um show quando se trata de identidade visual. Documentos padronizados, com cores, tamanhos e formas cuidadosamente definidos baseados em aspectos psicológicos da percepção humana, nos impactos que buscam alcançar.

Quando entregamos um documento a alguém, seja um cartão de visita, um folder ou uma proposta comercial, devemos considerar que antes que alguém chegue a ler qualquer informação, uma mensagem já está sendo dada, que tende a refletir sobre todos os demais aspectos de um negócio que se procure vender ou comprar.

Uma empresa de consultoria de processos, por exemplo, não estará transmitindo bem o conceito de vender processos se sua própria comunicação não segue um padrão. Da mesma forma, uma empresa de tecnologia da informação ou um arquiteto não estará transmitindo ser detalhista nos seus resultados se não for detalhista em sua apresentação.

As formas falam. E falam muito mais do que as palavras. Até porque as palavras podem ser dissimuladas facilmente, mas aquilo que não é dito dificilmente pode mentir.

Por isso, nenhuma empresa deve descuidar de aspectos visuais e de sua identidade corporativa. Há empresas especializadas nesse tipo de criação, que vai desde criação de logos para empresas, produtos, até sinalização de lugares e de veículos, passando pela regulamentação de seu uso através de manuais. Mas o mais importante é criar uma cultura do belo, onde todos se preocupem com a estética e a beleza da informação.