sexta-feira, 31 de dezembro de 2010

2011. Um ano para sermos todos autênticos, originais

A cada dia que passa, os produtos vão se tornando cada vez mais semelhantes uns com os outros. Criar diferenciais é uma coisa cada vez mais difícil, porque logo que surge uma ideia com essas características, se não há como defendê-la juridicamente (com registro de patentes) ela logo é copiada.

Ao mesmo tempo, se os produtos originais são logo copiados na esfera empresarial, no âmbito privado pouca importância se dá aos direitos intelectuais. As desculpas são as mais variadas possíveis, e os meios os mais disponíveis - sobretudo na web. Para que comprar um vídeo ou um CD se está tudo acessível a um click? E por que comprar softwares originais se eles são tão caros?

A corrupção ataca o ser humano, dito "civilizado", em todos os aspectos. As pequenas e as grandes infrações estão em todos os cantos. Todos estamos e somos cheios de direitos - os conhecemos cada vez mais, e não abrimos mão deles. Mas as obrigações, e os direitos alheios, entram por um ouvido, e saem logo pelo outro, ou são empurrados pra baixo do tapete.


As grandes marcas fazem investimentos altíssimos para lançar seus produtos. E na China, produtos similares são produzidos para serem vendidos no mundo inteiro a preços absurdamente baixos, nos chamados xing-lings. Tudo utilizando mão-de-obra quase que escrava.

A palavra da vez é ética. Responsabilidade social. Como cidadão do novo mundo, meu compromisso é incentivar a sustentabilidade não só do planeta, mas de quem respeita o ser humano e seu habitat.

Ao adquirir produtos originais, estarei incentivando quem investe em pesquisa e desenvolvimento. É minha contrapartida e meu reconhecimento. E ao comprar um CD original, estarei incentivando o artista a continuar sua obra.

Se você preferir assistir a versão legendada, acesse diretamente no site da organização: http://www.storyofstuff.org/international.

E se eu não puder ter tudo o que quero? Porque ao comprar produtos que poderiam ser adquiridos a preços baixíssimos limitará meu poder de compra. É verdade. Mas é preciso considerar uma coisa, que é óbvia mas constantemente esquecida: A fome de ter não se acaba, o ser humano é extremamente consumista. Quando a gente compra um bem, a gente já vai pensando na próxima aquisição. Assim como outras paixões humanas (como a gula e a luxúria), o consumismo, sobretudo num mundo capitalista, tem que ser controlado. Para não transformarmos o mundo num caos e ficarmos todos desempregados.

Em 2011 vou focar em ser. Ser socialmente responsável, ético, coerente aos meus ideais. Por um mundo melhor, onde meu filho tenha bons exemplos a serem seguidos e haja empregos dignos para todos. Mesmo que, para isso, eu precise ser cada vez mais original num mundo repleto de cópias.

E você, o que fará?