quarta-feira, 7 de julho de 2010

Marketing pessoal

Marketing diz respeito às relações que buscam atender necessidades ou desejos através do valor agregado. Quando compro um produto, acredito que o valor que ele vai agregar para mim é superior ao que estou pagando por ele, ao mesmo tempo em que quem o vende também vê vantagem em vendê-lo. Portanto, é uma relação de troca que traz benefício para os dois lados.

Se eu compro algo que se propõe a atender uma necessidade minha, mas que quando vou usar descubro que fui enganado, não posso dizer que essa foi uma relação de marketing, mas uma simples ação de vendas, que focou muito mais em escoar o produto do que me satisfazer. Se não me satisfaço, não terei nenhum interesse em me relacionar com o vendedor. Marketing implica sempre nessa relação, uma relação duradoura de confiança.

Pronto. Já temos o necessário para entender o que é marketing pessoal.
Marketing pessoal tem a ver com a pessoa buscando apresentar-se como solução, de acordo com seus objetivos, inclusive profissionais. O médico e o advogado não bastam ser bons, eles têm que se apresentar de forma compatível às suas capacidades, de forma a inspirar confiança para quem possa tornar-se seus clientes.

A prática do marketing pessoal
E como se faz isso? Simples, mas exige auto-conhecimento e extroversão. Você precisa saber no que você é bom, no que você é muito bom. E fazer com que o maior número de pessoas saibam disso. Mesmo as pessoas que não têm o perfil de usuárias de suas soluções (produtos ou serviços) precisam saber também, para que quando escutem alguém falar que tem necessidade de atendimento em algo que você é bom, lembrem-se imediatamente de você e possam indicá-lo sem hesitar. E as pessoas que experimentarem seus serviços tenham essa expectativa correspondida, sendo realmente convencidas de que a imagem que você vendeu corresponde ao que você realmente faz.

Em suma, isso é marketing pessoal. E o alcance, a força do marketing pessoal é superior aos grandes investimentos de propaganda em massa. Porque o marketing pessoal ele corre boca-a-boca, muitas vezes com depoimentos experimentais, isso é, de pessoas que o conhecem e que já usaram dos seus serviços.

A abrangência do marketing pessoal
Mas se analisarmos direitinho, o marketing pessoal deve ser aplicado a todas as esferas de nossas vidas. Porque todo relacionamento é um relacionamento de troca - e isso não é algo que devamos nos envergonhar, é inerente a natureza humana. Não podemos ser acusados de oportunistas por isso - não é assim que escolhemos as pessoas em nosso círculo de amizades? Pessoas que têm afinidades, os mesmos interesses do que nós? E é até assim que escolhemos com que casamos... a pessoa com quem sempre teremos algo a aprender e a dar, numa relação contínua de troca.

O auto-conhecimento e o marketing pessoal
No marketing pessoal, logicamente, promovemos apenas nossas virtudes, o que temos de melhor. Mas não significa que não tenhamos nada a melhorar. Pelo contrário. Para que tenhamos cada vez mais pontos fortes a destacar é imprescindível que conheçamos também, em nós, nossos próprios pontos fracos e trabalhemos em neutralizá-los. E isso não significa empurrar para baixo do tapete, mas procurar desenvolver esses aspectos fundamentais que podem prejudicar nossa imagem se por acaso vier à tona ou comprometer os nossos resultados.

O que não é marketing pessoal
Outro dia, vi a descrição de uma comunidade de "Marketing Pessoal" no Orkut: "Marketing pessoal é tudo. No trabalho, relacionamento, vida... em tudo. Nem sempre o importante é ser um cara legal, as vezes é que todo mundo pense que você é, já basta! Com você, você se resolve depois...".

Definitivamente isso não é nenhum tipo de marketing, muito menos o pessoal. O marketing não é irresponsável nem superficial, ele não se propõe nunca a vender uma imagem que não seja verdadeira. Esse tipo de ação irresponsável, muito caracterizado no meio político (marketing político) é um marketing prostituído, que faz com que muita gente pense no marketing como uma forma irresistivelmente persuasiva de enganar as pessoas. Mas o marketing tal como foi concebido, respeita os princípios éticos e está comprometidos com a verdade, mesmo em relações comerciais.