segunda-feira, 5 de abril de 2010

Motivação e estímulo

Nós nos deparamos, todos os dias, com as mais diversas posturas de profissionais ao nosso redor. E se observarmos bem, veremos que nem sempre o que diferencia as pessoas é exatamente a competência. É claro que as pessoas que sabem fazer as coisas têm tudo pra se destacar. Mas, por outro lado, se estas pessoas não estiverem devidamente "energizadas", talvez sua competência não seja percebida nem aproveitada.

Escrevi "energizada", assim, entre aspas, de propósito. Algumas pessoas provavelmente pensaram que eu estava me referindo a motivação. Que as pessoas "desmotivadas" não tenham sua competência percebida ou aproveitada. Certo, isso também se aplica. Mas penso que a palavra certa seria, na maioria das vezes, "desestimuladas". Qual a diferença?

Motivação vem de motivo. É saber a razão, o propósito das coisas. Eu acordo cedo e vou ao trabalho porque preciso estar lá e fazer o dia render ao máximo, para mim e para a organização a qual presto serviços. E faço isso porque posso obter resultados que me destaquem da maioria dos colaboradores e me façam crescer não só na organização mas também como profissional e como ser humano, sendo útil à sociedade. E no meio do caminho, obtenho recursos para pagar minhas contas e melhorar minha qualidade de vida com a remuneração que recebo todos os meses. Isso é motivação. E ela depende apenas de mim.

Já estímulo depende dos outros, ou depende muito mais dos outros do que de mim. Quando me esforço bastante e consigo resultados satisfatórios e, mesmo assim, ninguém tá nem aí, posso dizer que isso me deixa desestimulado. Isso costuma acontecer com mais frequência em empresas públicas, onde as pessoas estão acostumadas apenas a fazer o expediente e voltar pra casa. Mas em empresas privadas também ocorre situação semelhante: ganho mal, não tenho tempo nem pra tomar um cafezinho, não tenho recursos apropriados para executar meu trabalho - assim também posso dizer que tenho tudo pra estar desestimulado.

Em outras palavras, eu posso estar desestimulado com tudo o que ocorre ao meu redor, mas manter-me extremamente motivado para fazer a diferença e mudar tudo ao meu redor. Ou, então, mudar-me para outro lugar. Mas me manterei bem disposto e com atitudes positivas.

Isso nos diferencia no mercado de trabalho. Talvez esta diferenciação seja até mais forte do que a dos competentes e incompetentes. Porque profissionais motivados poderão sempre mostrar sua competência, faça sol e chova. Mas os desmotivados, por mais competentes que sejam, não encontrarão seu lugar ao sol.

Como diria um diretor que tive, atitude é tudo na postura de um profissional.